Balzaquiando – Bem-vinda aos 30!” estreia hoje no Teatro UMC

Espetáculo inédito, com direção de Paulo Goulart Filho, utiliza recursos multimídia para revelar os dilemas e conflitos existenciais da “crise dos 30 anos” na vida da mulher contemporânea

3Cândida Loiza Loiza, Bruna Ximenes e Mariana Moraes estreiam  Balzaquiando- Bem-vinda aos 30 foto Martha Pacce  - BAIXA

Bruna Ximenes, Cândida Loiza e Mariana Moraes da peça Balzaquiando- Bem-vinda aos 30@! Foto: Martha Pacce

Estreia nesta sexta-feira, 08 de abril, no teatro UMC, o espetáculo inédito “Balzaquiando – Bem-vinda aos 30!” de Nina Ximenes, com direção de Paulo Goulart Filho. A comédia apresenta as nuances, dilemas e conflitos cotidianos da mulher contemporânea ao se deparar com a “crise dos 30 anos”, por meio das histórias das protagonistas Joana,  Júlia e Jaqueline.

Júlia (Mariana Moraes) é arquiteta e, focada no trabalho, na adequação social, julga não ter tempo e nem interesse em se relacionar afetivamente. Ela mora com a amiga, Joana, uma dançarina, artista de alma livre, sem medo de amar e que, com dificuldades de estabilizar-se financeiramente, busca ideias criativas para ter um negócio próprio que dê uma guinada na sua vida. Além do apartamento as duas dividem as angústias e questionamentos inerentes às mulheres na faixa dos 30 anos.

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Curta a fanpage da peça: http://www.fb.com/balzaquiando

Joana oferece o apartamento para receber sua prima, a advogada Jaqueline (Cândida Loiza), que deixou a filha na cidade natal, no sertão da Paraíba, para encontrar um bom emprego e oportunidade de crescimento em São Paulo. Com a chegada dela, as diferenças de temperamento se amplificam, as três enfrentam conflitos de convivência, fortalecem os laços de amizade e superam as reviravoltas rumo à felicidade.

Para retratar a diversidade da mulher balzaquiana nos dias atuais, a autora Nina Ximenes mergulhou nas crises femininas cíclicas.  “A mulher, de um modo geral, passa por várias crises, de acordo com cobranças inerentes à sua faixa etária”, analisa Nina. “A mulher de 30 acha que não é tão jovem para levar uma vida sem responsabilidade, mas também não é tão madura para assumir compromissos sérios. O corpo e a mente dela estão em transição, enquanto as cobranças da sociedade sobre emprego, casamento e filhos estão acirradas. A cabeça dessa mulher dá mil voltas”.

Para a autora, as personagens sintetizam os problemas dessa faixa etária. “A Júlia, a Joana e a Jaqueline têm temperamentos, histórias de vida e reações distintas sobre essa fase da vida. Por isso eu acho que todas as mulheres que assistirem vão se identificar”, relata Ximenes.

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Com um texto escrito por uma mulher, sobre mulheres e com mulheres em cena, a direção coube a Paulo Goulart Filho, que apresenta o seu olhar masculino sensível e repleto de referências femininas. “Sempre vivi rodeado por mulheres, mas agora minha filha mais velha tem 31, tenho uma com 29 e a outra com 28 anos. Então estou vivendo exatamente esse período como pai das balzaquianas”, revela Paulinho Goulart. Na visão do diretor, o enredo investiga como está essa mulher contemporânea. “Ela trabalha? Tem seus desejos e anseios? Mas onde fica a família? Nesse espetáculo, por exemplo, são três mulheres que não são casadas e só uma tem filho, então, já podemos refletir que a mulher de hoje adia esses planos, o que é absolutamente normal, mas deixa uma lacuna que fica muito clara no espetáculo”, analisa.

Com um texto ágil que dialoga com os roteiros televisivos, a montagem é alinhavada por vídeos que revelam momentos complementares aos episódios apresentados no palco. A estética do espetáculo funde os vídeos, que conduzem os espectadores, às cenas apresentadas ao vivo, como um guia que estabelece as passagens de tempo transformadoras para as personagens. “Estou gostando de experimentar a fusão da arte ao vivo com a gravada. Esse é um dos elementos que mais me instiga no espetáculo”, conclui Paulo Goulart Filho.

[+ INFO ] 

Balzaquiando?
O título sugestivo “Balzaquiando”, é o gerúndio do verbo: “balzaquiar”,  neologismo criado para englobar o comportamento das balzaquianas. Balzaquiana: adjetivo feminino aplicado às mulheres com mais de 30 anos, derivado da obra do escritor francês Honorè de Balzac (1799-1850) que valorizava a beleza, a experiência, os pensamentos, os desejos e as angústias dessa mulher que reivindicava o direito de ser feliz. Há quem diga que aos 30 anos a mulher atinge a sua plenitude. Será?

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Sobre Paulo Goulart Filho
Ator, diretor, bailarino e coreógrafo. Iniciou sua carreira em 1977 na extinta TV Tupi na novela “Papai Coração”, já atuou como ator e bailarino em mais de 60 espetáculos entre eles “À Margem da Vida”, “Cabaret”, “Não Fuja da Raia”, “O Mágico de Óz”, “O Cavalo na montanha”, “Quarttet”, “Bixiga, O musical na Contra Mão”, “A Tempestade”, “Quarto 77”, “Os 39 Degraus”, “Chaplin, o musical”. Em televisão atuou em novelas e séries como “Incidente em Antares” TV Globo, “Você decide” TV Globo, “Carandiru e outras Histórias” TV Globo, “Uma rosa com amor” SBT, “Chiquititas” SBT, “Milagres de Jesus” TV Record.

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Sobre Nina Ximenes
Contista, escritora, roteirista de televisão, cinema, teatro, vídeos institucionais, e produtos de multimídia publicados. Nina Ximenes transita pelas vertentes da arte e da literatura com a sensibilidade adquirida pela trajetória musical como intérprete e compositora. Autora do livro “Castigo, um roteiro para cinema e TV” (Ed. Writers).
Co-autora do livro: “Lugar de mulher é na cozinha” (Ed. Writers). Roteiro de longa-metragem (em fase de captação): Lampíão, o Filme – pela Mirage Filmes, de São Paulo. Roteiro de série para televisão em quatro capítulos (em fase de captação): Tundé – pela Singular Filmes, de São Paulo. Roteiro de Websérie, Amor.com, em fase de produção pela Singular Filmes, de São Paulo.

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Sobre o projeto Balzaquiando
“Balzaquiando – Bem-vinda aos 30!” nasceu da amizade e do encontro profissional das atrizes e produtoras Bruna Ximenes, Cândida Loiza e Mariana Moraes. Bruna e Mariana trabalham juntas em diversos projetos e pretendiam desenvolver uma obra inédita com linguagem televisiva ou uma web série. Paralelamente à essa relação, Cândida Loiza e Mariana estreitavam os laços de amizade enquanto planejavam um espetáculo teatral com ambas no elenco, já que Cândida possui experiência televisiva, publicitária e cinematográfica e gostaria de fazer teatro. As três passaram a conviver frequentemente, dividir as angústias e dificuldades, e então decidiram unir os objetivos: produzir e atuar em um espetáculo inédito, com linguagem naturalista, e explorar as minúcias da “crise dos 30 anos”. Essa fase impactante para as mulheres, é vivenciada tanto pelas personagens quanto pelas próprias atrizes e foi o ponto de partida para a roteirista Nina Ximenes escrever o roteiro teatral inédito que dialoga com a dinâmica dos roteiros televisivos e permite o desenvolvimento dos vídeos que alinhavam o espetáculo e iniciam efetivamente o projeto para desdobramento futuro em outras mídias.

Informações para a imprensa: balzaquiandoaos30@gmail.com
Acesse: http://www.balzaquiando.com

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Sobre Cléverton Santana

Jornalista e tuiteiro de plantão. Morou praticamente toda sua vida na praia mas seu coração sempre foi da selva de pedras. Fã de séries, cinema e teatro, sempre encontra tempo para ler algum livro. É eclético musicalmente, mas não vive sem Rita Lee, Queen e Legião Urbana.
Esse post foi publicado em 2016, Cultura, Dicas, Jornalismo, Pescador de Sonhos, Pessoal, São Paulo, Teatro. Bookmark o link permanente.

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