O Brasil e as novas famílias

[Texto desenvolvido  para a disciplina Realidade Brasileira e Sociedade Contemporânea,
ministrada pela Profª Ms. Sandra Mitherhofer, do curso de jornalismo do Centro Universitário Módulo]

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O Brasil e as novas famílias

Pra você, o que é família? Pai, mãe e filhos? O Brasil vive um grande dilema nos dias atuais: As novas famílias. E será que a sociedade contemporânea está preparada para isso?

Resolvi então questionar o que trazemos no quesito família na época do Brasil Colônia e Brasil Império. Com isso, pretendo encontrar bases para a compressão do que vivemos hoje.

O período colonial trouxe os europeus a então chamada Terra de Santa Cruz e com isso, novas famílias foram surgidas. O Brasil, que até então era um país sem estrutura passa por uma grande reestruturação. Um marco importante para a colonização do país foi à vinda da Corte Portuguesa para o Brasil, em 1808. Cerca de 15.000 pessoas acompanharam a família real para as terras tropicais.

O europeu trouxe para o Novo Mundo uma maneira particular de organizar uma família. Pai e Mãe (casados perante a igreja) afirmavam as ideias defendidas pelo catolicismo. Era assim, com D. João VI e sua esposa, a famosa Carlota Joaquina.

Só que a história não é tão bela como se parece. Com apenas dez anos de idade, Carlota Joaquina teve o seu casamento arranjado com D. João VI. Segundo historiadores, Carlota era ambiciosa e violenta. Mesmo não amando o marido, teve nove filhos. Vale ressaltar que, casamentos arranjados, eram comuns nesta época, afinal, um casamento seria o laço entre duas famílias com interesses políticos e financeiros. Em 1871, Dom Pedro I (Filho de D. João VI e Carlota Joaquina) casou-se com a Arqueduquesa Leopoldina. O casório obviamente, também foi arranjado. Leopoldina era filha do Imperador Francisco I, da Áustria.

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A família real

No Brasil Império, o homem tinha o papel de sustentar a casa, trazer o alimento, enquanto a mulher cuidava dos afazeres domésticos. Nas famílias hierarquizadas, a relação entre pais e filhos era distante. Porém, após a revolução industrial, a família passou por grandes modificações. Dessa forma, a probabilidade na escolha do cônjuge tornou-se comum. O tempo foi passando, e com isso as pessoas conseguiram então, a se casar por amor. Isso com certeza ajudou nas relações, até porque, conviver com alguém que se ama é mais fácil, não é? Mas e quando o amor acaba? Será que é saudável continuar uma relação?

E será que o cupido tem apenas uma flecha para acertar o alvo? Se errássemos, não teríamos uma segunda chance? Foi em 1977, mesmo contra a vontade da igreja que surge o que hoje é comum na vida de várias famílias: O divórcio. A inovação permitia acabar com os vínculos de um casamento e autorizava que a pessoa casasse novamente. E a criação dos filhos? Como isso foi alterado com o tempo?

Antigamente, um filho era criado para seguir os caminhos até então percorridos pela sua família. Tradicionalmente, o filho de um advogado iria seguir a carreira jurídica. Porém, com os avanços tecnológicos e dos meios de comunicação, a criança começou a ter acesso a um numero infinito de informações. Com os pais no trabalho, a criança entrou mais cedo na escola. O que antes na televisão era uma programação diferenciada para os pequeno, hoje é uma variedade ímpar de canais segmentados para o público infantil. Não é estranho ouvir o ditado “Criamos os filhos para o mundo”.

As novas famílias

O formato das famílias mudou. O modelo tradicional deixou ser o padrão e o esperado. Casais homossexuais, estão depois de muita luta, constituindo uma família. Cresce o número de pais solteiros. Casamentos começam e acabam com facilidade, o que aumenta o número de filhos e enteados. O canal de televisão por assinatura, GNT, exibiu recentemente uma série com cinco episódios que abordava as relações atuais da família brasileira. “Novas Famílias”, abordou histórias de famílias que fogem das composições tradicionais, mas mantêm o amor que une os pais aos seus filhos.

Marcelo e Eduardo estão juntos há 18 anos e hoje são pais adotivos de um menino de 5 anos.

Marcelo e Eduardo estão juntos há 18 anos e hoje são pais adotivos de um menino de 5 anos.

No segundo episódio, intitulado “Um filho com dois pais”, veio a tona a história do casal Marcelo e Eduardo, que estão juntos há 18 anos e são pais adotivos de um menino de cinco anos. Uma nova polêmica acontece não só apenas no Brasil, mas em todo o mundo: É possível dois homens criarem uma criança? Precisamos nos adaptar, até porque, como pudemos ver durante a história do Brasil, as relações e as famílias estão sempre em constantes mudanças.

 

Abraços,
Cléverton Santana
clesantana@live.com

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Sobre Cléverton Santana

Jornalista e tuiteiro de plantão. Morou praticamente toda sua vida na praia mas seu coração sempre foi da selva de pedras. Fã de séries, cinema e teatro, sempre encontra tempo para ler algum livro. É eclético musicalmente, mas não vive sem Rita Lee, Queen e Legião Urbana.
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