Não me abandone

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Caro leitor. Não me abandone. A frequência das postagens neste blog não está lá essas coisas mas prometo que em breve, vou criar uma rotina para escrever e publicar neste espaço. Eu tenho um carinho imenso por este blog e fico super feliz quando recebo comentários e afins. Enquanto os textos fresquinhos não chegam, você pode me seguir no twitter e no snapchat, meu usuário por lá é clesantana1. Quer conversar, desabafar, jogar conversa fora? Me manda um e-mail: clesantana@live.com.com

Logo volto. Juro.

Publicado em 2016, Jornalismo, Pescador de Sonhos, Pessoal, São Paulo | Deixe um comentário

“Mãe Só Há Uma”, de Anna Muylaert abre 11° Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

“A história do mundo foi escrita do ponto de vista dos homens, precisamos contar também a história do ponto de vista das mulheres”. Foram com essas palavras que a premiada diretora Anna Muylaert abriu o 11° Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, na noite de ontem (20), no Memorial da America Latina, na capital paulista, evento do qual é a homenageada neste ano.

A abertura contou com a pré-estreia do novo trabalho da cineastra. O longa “Mãe Só Há Uma”, lotou o espaço que devia reunir cerca de 1500 pessoas. Havia gente por todos os lados, sentadas pelo chão e muitas até em pé. Eu, que cheguei por volta das 19:30 no evento, consegui uma cadeira na última fileira.

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O longa está em cartaz em diversas salas do país.   Encontre a mais próxima em: fb.com/maesohauma

“Mãe Só Há Uma”, é livremente baseado em uma história real e mostra os conflitos do jovem Pierre, interpretado pelo ator Naomi Nero. Em uma noite comum, a polícia chega em sua casa com uma notícia que mudaria o rumo de sua vida. Um exame de DNA afirma que o jovem não é filho de Aracy, interpretada pela atriz Daniela Nefussi,  que o criou por toda a vida. Aracy é presa e ele vai morar com sua família biológica que começa a chamá-lo de Felipe.

Em uma fase de descobertas, o jovem não é definido pela diretora como um transexual. Podemos dizer que se trata de uma personalidade andrógena, que gosta de meninos e meninas, como diria Renato Russo. Começa a usar esmalte nas unhas e vai ao boliche com a  família usando vestido. Isso gera um desconforto tremendo e indignação do pai biológico do garoto, vivido por Matheus Nachtergaele, que reluta para entender o modo de vida do seu filho.

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Foto: Divulgação

Destaco a personagem Tia Yara, interpretada pela atriz Luciana Paes. Ela é uma tia que mora em Campinas, com uma personalidade simples e um semblante cativante. Garanti boas risadas. O filme faz parte do 11° Festival de Cinema Latino-Americano que conta com uma grande programação até a próxima quarta-feira (27), em São Paulo. Serão exibidos 119 filmes de 13 países.

Anna Muylaert, é roteirista e diretora de cinema e televisão. Além de Mãe Só Há Uma,  também dirigiu os longas Durval Discos, É Proibido Fumar, e Que Horas Ela Volta. Participou da criação de programas como Mundo da Lua e Castelo Rá-Tim-Bum, sucessos da TV Cultura. Recentemente, foi convidada para integrar a Academia do Oscar.

Confira o trailer de “Mãe Só Há Uma”:

Serviço:
11° Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo
de 20 a 27 de julho, em diversos espaços da capital
Programação completa em: www.festlatinosp.com.br/2016

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Promessas que não cumprimos.

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Foto: data.whicdn.com

 

Os nutricionistas que me perdoem mas tem horas nessa vida que fazemos promessas loucas, das quais, cumprir se torna uma tarefa árdua, perigosa e impossível. Eu, por exemplo. Prometi que não comeria mas nada à noite, pois preciso emagrecer urgentemente. Nunca fui magro, mas nos últimos anos engordei um bocado. Claro, comecei a fazer o trajeto de casa até o metrô à pé, o que leva por volta de trinta minutos. Poderia ir de ônibus, mas nunca é demais um exercício matinal. Voltando à dieta: Já são mais de onze da noite, estou morrendo de fome. Estou fazendo arroz e fritando seis nuggets. Terrível você não conseguir cumprir algo que prometeu a si mesmo, contudo, que seja.

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São Paulo de multidão.

 

São Paulo que também é santo e quase ninguém lembra.
São Paulo que amo, venero, vivo, idolatro.
São Paulo onde quero viver (por toda a vida).
São Paulo onde me sinto só.
São Paulo que é sampa.
São Paulo que é SP.
São Paulo que é 11.
São Paulo de prédios.
São Paulo de alturas.
São Paulo de todos os trânsitos e todos os caos.
São Paulo urbana.
São Paulo que não dorme.
São Paulo que não houve não.
São Paulo de multidão.

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Últimos dias para conferir o espetáculo “Fica tranquila… Te conto na terça!”

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foto: cacilda.blogfolha

Interpretada pela gáucha Júlia Feldens e pelo pernambucano Ernesto Filho com paisagem sonora de Leo Barbalho, Fica tranquila… Te conto na terça!, está em cartaz  até quinta-feira (16/6) no Instituto Cultural Capobianco, próximo à Estação Anhangabaú do Metrô, com entrada gratuita.

Com um roteiro inovador, a peça foi escrita através de três anos de conversas trocadas no WhatsApp entre os amigos e atores Júlia e Ernesto. O aplicativo, que hoje é usado pela maioria da população, a todo instante serviu como inspiração para o espetáculo que conta com música, dança, poesia e recursos audiovisuais.

Logo no início, a dupla está dançando em uma balada, trocando mensagens e em seguida, arriscam cantar uma música em francês no karaokê. Pude perceber de como temos a impressão de estarmos arrasando, quando dançamos sob as luzes de uma boate. Acreditamos que somos o máximo, não é mesmo? É a mistura da música, das luzes e o clima presente.

A vida de quem mora em uma grande metrópole como São Paulo é retratada através de projeções e poesia. Dramas, alegrias, desafios e desabafos são mostrados ao público em forma de obra de arte. Vale a pena reservar um tempinho e ir conferir o espetáculo. #chinchilascontaminadas

Serviço:
Fica tranquila… Te conto na terça!
Duração: 50 minutos Classificação: 12 anos
Criação e interpretação: Júlia Feldens e Ernesto Filho
Paisagem sonora: Leo Barbalho
Até 16/6 às 20 horas no Instituto Cultural Capobianco
R. Álvaro de Carvalho, 97 – Centro – Centro. Telefone: 3255-8065.
Entrada Gratuita , capacidade para 15 pessoas.
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Arraiá PUC Ipiranga promete agitar final de semana na capital paulista

ARRAIA_PUC_IPIRANGAO evento contará com comidas típicas, música ao vivo, brincadeiras, quadrilha e diversas atrações

Acontece nos dias 25 e 26 de junho, o Arraiá PUC Ipiranga, no bairro do Ipiranga, zona sul de São Paulo. Uma realização da Paróquia Imaculada Conceição e do Centro Acadêmico Leão XIII, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

O campus Ipiranga foi adquirido em 2010 pela PUC com abertura de turmas em janeiro de 2011 com cursos da Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis e Atuariais e da faculdade de Teologia. É um campus próximo à estação Alto do Ipiranga, linha verde do metrô, e do Parque da Independência, onde se localiza o Museu do Ipiranga.

A Paróquia Imaculada Conceição está dentro do campus, na parte frontal, onde a festa se concentrará com muita animação, correio elegante, música ao vivo, brincadeiras, bingo, quadrilha e diversas atrações, além de comidas típicas, barracas de milho e derivados como pamonha e curau, doces típicos, pipoca, espeto de frutas com chocolate, maçã do amor, churrasco, bolos variados, foodtrucks de cachorro quente, hamburguers e muito mais. O evento tem entrada franca e estacionamento gratuito no local.

Para mais informações, basta acessar o Facebook do evento: “Arraiá PUC Ipiranga”.

Uma grande festa e uma ótima oportunidade para reunir a família e amigos para comemorar o mês de São João.

 Serviço:
Arráia PUC Ipiranga
25 e 26 de junho de 2016 das 10 às 22 horas.
Avenida Nazaré, 993, Ipiranga (Estação Alto do Ipiranga, linha verde do metrô).
Mais informações pelo telefone: (11) 2914-4066
Entrada franca com estacionamento gratuito no local.
Aceita todos os cartões. (Débito e crédito).

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Não é porque

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Não é porque tenho um nome incomum. Não é porque gosto do meu nome. Não é porque não moro com meus pais. Não é porque sou homem. Não é porque sou quase jornalista. Não é porque ouço Rita Lee. Não é porque sou tatuado. Não é porque sou chato.  Não é porque amo gatos. Não é porque tomo café. Não é porque tenho dificuldades com a gramática. Não é porque tuito. Não é porque não vejo televisão. Não é porque te admiro. Não é porque sou distráido. Não é porque já sofri por amor. Não é porque gosto de novelas. Não é porque morei na praia. Não é porque tive bronquite. Não é porque eu minto. Não é porque sou feliz. Não é porque sou impaciente. Não é porque tenho inveja. Não é porque amo meus livros. Não é porque vou adotar uma filha.Não é porque bebo cerveja. Não é porque sou gordo. Não é porque faz frio. Não é porque amo pizza. Não é porque amo séries. Não é porque não tenho dinheiro. Não é porque sou contente. Não é porque sou gay. Não é porque me chamo Cléverton. Não é porque meu sobrenome é Santana. Não é porque sou libriano.Não é porque te devo. Não é porque quis ser um rockstar. Não é porque sou bipolar. Não é porque nasci em Mauá. Não é porque eu nasci no dia trinta de setembro de mil novecentos e noventa. Não é porque sou indeciso. Não é porque bebo cerveja. Não é porque durmo tarde. Não é porque tenho uma empresa. Não é porque tenho piercing. Não é porque tenho depressão. Não é porque assinei a Capricho. Não é porque já quis ser VJ. Não é porque tenho medo da violência. Não é porque tenho sonhos. Não é porque fumo cigarros. Não é porque amo a noite. Não é porque sou péssimo em matemática. Não é porque penso em publicar um livro. Não é porque me atraso. Não é porque amo São Paulo. Não é porque amo entrevistas. Não é porque só tenho um tênis. Não é porque sou desapegado. Não é porque amo teatro. Não é porque sou tranquilo. Não é porque amo botecos. Não é porque que temo. Não é porque já fiz minha mãe sofrer. Não é porque te amo. Não é porque tive o cu comido. Não é porque sou lerdo. Não é porque amo cartas. Não é porque já surtei e fiquei internado. Não é porque gozo. Não é porque me formo em junho. Não é porque amo responder e-mails. Não é porque tive criptorquidia. Não é porque cuido dos meus amigos. Não é porque gosto de cinema. Não é porque sigo poucos nas redes. Não é porque tenho vinte e cinco anos. Não é porque já quis ser professor. Não é porque ontem fiz talharim. Não é porque fui emo. Não é porque odeio vodca. Não é porque odeio acordar cedo. Não é porque amo viajar. Não é porque fui católico. Não é porque tomo remédio controlado. Não é porque já fumei maconha. Não é porque já usei aparelhos ortodônticos. Não é porque quero me tatuar mais. Não é porque hoje é segunda. Não é porque essa semana tem feriado. Não é porque leio Fernanda Young. Não é porque você é meu menino. Não é porque sou desastrado. Não é porque ouço Legião Urbana. Não é porque escreveria mil e uma coisas. Não é porque sou eu.

(Postagem inspirada no poema “Não é porque sou punk”,
publicado no livro A mão esquerda de Vênus, de Fernanda Young). 

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